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(Image retrieved from https://unsplash.com/pt-br/fotografias/um-circulo-de-dispositivos-eletronicos-variados-em-um-fundo-vermelho-tD0Rk_xZAlo?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditShareLink)
Yesterday, a notary office Iâve been working with for several months contacted me for a quote to translate two documents: a criminal record certificate and a marriage certificate.
Nothing particularly unusual there. Itâs part of my job.
Except both documents were packed with stamps, tables, signatures, emblems and country-specific legal and administrative language. This wasnât a matter of translating a few paragraphs and sending them back. I needed to understand the documents, research the terminology, reproduce the information accurately and make sure every element of the original could be clearly identified in the translation.
And there was one tiny detail: everything had to be delivered that same day.
By the time I received confirmation, I had less than four hours to complete the work â lunchtime included â while two other urgent translations were already waiting in my queue.
I did it. But it made me think about the way we use the word âurgentâ in this industry.
Urgent work changes your entire schedule
A same-day translation doesnât simply take however many hours are required to translate it. It means reorganising everything that was already planned: other projects, deadlines, breaks, administrative work and, yes, life outside work.
And with legal or notarial documents, you canât simply work faster and hope for the best. A mistranslated name, date, legal reference or administrative term can be rather more serious than a typo in a marketing text.
The research still needs to happen. So does the revision. Accuracy doesnât become optional because the clock is ticking.
Thatâs exactly why I decided to introduce rush fees, with different rates for work requested with 24 hoursâ notice and work that needs to be completed on the same day.
But managing urgency isn’t only the translator’s job
Thereâs another side to this conversation that I donât think we discuss enough: clients also have a role to play in managing their deadlines.
If you know a document will need an urgent translation, sending it to your translator as early as possible makes a difference. And if the deadline really is urgent, say so clearly and use a communication channel that makes that urgency visible.
I organise my schedule. I work with deadlines, priorities and several projects running at the same time. But I can only organise the work I know exists.
A document that needs to be delivered within a few hours simply cannot be handled in the same way as one with a three-day, one-week or two-week deadline.
Urgency comes at a cost because you are asking for priority within a schedule that already existed before your document arrived.
And perhaps thatâs the most important point: good deadline management for an urgent translation doesnât begin when the translator opens the file.
It begins when the client realises theyâre going to need the translation.
đ”đč TraduçÔes urgentes: a gestĂŁo do tempo nĂŁo depende sĂł do tradutor
Ontem, um cartório notarial com quem trabalho hå vårios meses contactou-me para pedir um orçamento para a tradução de dois documentos: um registo criminal e uma certidão de casamento.
Ă primeira vista, nada de extraordinĂĄrio. Faz parte do meu trabalho.
SĂł que ambos os documentos estavam repletos de carimbos, tabelas, assinaturas, emblemas e linguagem jurĂdica e administrativa especĂfica do paĂs de origem. NĂŁo era pegar no texto, traduzir e entregar. Era preciso perceber o documento, pesquisar terminologia, reproduzir a informação de forma rigorosa e manter uma apresentação que permitisse identificar claramente cada elemento do original.
E havia um pequeno pormenor: tinha de estar tudo pronto no prĂłprio dia.
Quando recebi a confirmação, tinha menos de quatro horas para fazer o trabalho â hora de almoço incluĂda â e jĂĄ tinha duas traduçÔes urgentes de outro cliente em fila de espera.
Consegui fazĂȘ-lo. Mas fiquei a pensar na forma como lidamos com a palavra âurgenteâ no nosso setor.
Uma urgĂȘncia altera toda a organização do dia
Um trabalho para o prĂłprio dia nĂŁo ocupa simplesmente o nĂșmero de horas necessĂĄrias para o executar. Obriga o tradutor a reorganizar tudo o que jĂĄ estava planeado: outros projetos, prazos, pausas, tarefas administrativas e, sim, a prĂłpria vida.
E numa tradução jurĂdica ou notarial nĂŁo podemos simplesmente trabalhar mais depressa e esperar que corra bem. Um nome, uma data, uma referĂȘncia legal ou uma expressĂŁo mal interpretada podem ter consequĂȘncias muito diferentes das de uma gralha num texto de marketing.
A pesquisa continua a ter de ser feita. A revisão também. O rigor não desaparece porque o relógio estå a contar.
Ă precisamente por isso que comecei a aplicar taxas de urgĂȘncia, com valores diferentes para trabalhos solicitados com 24 horas de antecedĂȘncia e para trabalhos que tĂȘm de ser concluĂdos no prĂłprio dia.
Mas a gestĂŁo da urgĂȘncia nĂŁo pode ser feita apenas pelo tradutor
Hå também uma parte desta conversa que raramente vejo ser mencionada: os clientes também precisam de ajudar a gerir os seus próprios prazos.
Se um documento vai precisar de tradução urgente, enviĂĄ-lo ao tradutor assim que possĂvel faz diferença. E, sobretudo, se existe uma urgĂȘncia real, Ă© importante dizĂȘ-lo claramente e utilizar um meio de contacto que permita ao tradutor perceber que aquele pedido nĂŁo pode ficar simplesmente Ă espera de ser visto.
Eu organizo a minha agenda. Trabalho com prazos, prioridades e projetos em simultĂąneo. Mas sĂł consigo organizar aquilo que sei que existe.
Uma tradução que precisa de estar pronta dentro de algumas horas nĂŁo pode ser tratada da mesma forma que um pedido com trĂȘs dias, uma semana ou duas semanas de antecedĂȘncia.
A urgĂȘncia tem um custo porque reserva prioridade dentro de uma agenda que jĂĄ existia antes daquele documento chegar.
E talvez seja esta a parte mais importante: uma boa gestão de prazos numa tradução urgente não começa quando o tradutor abre o ficheiro.
Começa no momento em que o cliente percebe que vai precisar da tradução.

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